José Luís Oliveira: Comissário da CAC deve ser pessoa credível e com integridade

Mario da Costa - Geral
Reportajen : Jerimias Soares
Editor : Germenino Ximenes
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José Luís Oliveira

DÍLI (timorpost.com) – O diretor da Organização Não Governamental (ONG) Asia Justice and Rights (AJAR), José Luís Oliveira, disse que o futuro comissário da Comissão Anti-Corrupção (CAC) deve ser uma figura credível e que tenha integridade.

José Luís falava ao diário Timor Post esta quinta-feira (26/01), no seu escritório, em Farol, Díli, destacando que “o objetivo principal do estabelecimento da CAC é salvaguardar o dinheiro do povo dos ‘ladrões’”.

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“Se a criação da CAC é para assegurar o dinheiro do povo, temos de, com boa vontade, colocar pessoas com integridade para desempenhar as funções. Pelo contrário, se a nomeação do comissário tem por objetivo defender certos interesses, tanto privados como partidários, então isto significa a falta de sentido de Estado por parte da entidade nomeadora, o Governo e o Parlamento Nacional [PN]”, disse José Luís.

O diretor disse ainda que mencionou “a falta de sentido de Estado por parte dos governantes timorenses” pelo facto de inúmeros líderes de instituições públicas terem sido nomeados pelos partidos políticos apenas para defenderem os seus interesses privados e partidários, além de demonstrarem ao mundo que Timor-Leste também possui a CAC e a Provedoria de Direitos Humanos e Justiça (PDHJ).

“Durante anos testemunhamos as mesmas situações criadas pelos membros do PN. Um exemplo disso é o atual comissário da CAC. Que esforços significativos têm sido feitos durante o seu mandato de 4 anos? O combate à corrupção ‘marca passo’. Os nossos cidadãos já não têm medo de ‘roubar’, como fazem as empresas distribuidoras da Cesta Básica.”, referiu José.

O responsável da AJAR revelou ainda que, apesar de as partes competentes terem avisado as companhias sobre as “deficiências” relativas à distribuição dos artigos da Cesta Básica, ninguém dá importância à questão.

“A chamada de atenção sobre a qualidade e o preço dos bens de primeira necessidade da Cesta Básica é considerada, como diz um ditado popular indonésio, ‘Biar anjing menggonggong, kafilah tetap berlalu’, ou seja, em português, “Os cães ladram e a caravana passa”. Eu não questiono quem vai ser o líder máximo da CAC, mas exijo a sua competência, seriedade e determinação no desempenho das suas funções”, sublinhou.

José Luís admitiu ainda que questiona a honestidade do candidato ao novo comissário da CAC, José Ximenes, apontado recentemente em Conselho de Ministros, frisando a acusação feita a este por Xanana Gusmão há uns anos.

“Será que José Ximenes é inocente para desempenhar o cargo, visto que uns anos atrás Xanana o acusou de ter usado o dinheiro do Estado para a compra de bens para a sua esposa? Este é um ato de corrupção em que, até à data, ninguém quer mexer. Como podemos respeitar um indivíduo com este tipo de antecedentes? Ou terá sido escolhido de propósito como instrumento de promoção de ódio e vingança política entre as forças partidárias, algo que vai levar este país rumo ao precipício?”, concluiu.

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