The Kraken: banda premiada entre 40 projetos musicais de Timor-Leste, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau

Germenino Ximenes - Estilo de vida · Geral
Reportajen : Constantino Sávio
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A banda The Kraken destaca-se pela capacidade de transportar as raízes culturais para a música. Foto: The Kraken

Díli (timorpost) – Os The Kraken foram umas das bandas premiadas na primeira edição do Concurso de Bandas Emergentes, promovido pelo projeto Marimba, no âmbito do PROCULTURA. O resultado foi publicado esta segunda-feira (02.10), no portal dos Futuros Criativos (FC). O grupo foi um dos selecionados entre 40 candidaturas de projetos musicais, ou artistas a solo, com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, oriundos de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Nesta primeira edição, foram eleitos seis vencedores: Sara Saka e Cleyton M (Angola); Jery Biden Quarteto (Guiné-Bissau); Banda M’Laio e The Hood Brodz (Moçambique); The Kraken (Timor-Leste). Os produtos artísticos das bandas foram analisados por um júri internacional, composto por artistas e agentes do setor.

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Na competição a que concorrem seis bandas timorenses, ainda no mês de abril, os The Kraken destacaram-se pela capacidade de transportar as raízes culturais para a música, num género que definem como rock alternativo e tebe-tebe (música/dança tradicional timorense).

The Kraken é uma banda de Timor-Leste, fundada em 2014 para participar numa competição de bandas que abrangeu os 13 distritos timorenses. Conseguiram, na altura, conquistar o 3º lugar. O nome Kraken é a abreviatura de “Kriatividade Artística Kontribui ba Entertenimentu Nasional”. A banda tem tido atuações em eventos oficiais do Governo e de ONGs (organizações não-governamentais) nacionais e internacionais.

Natalino Ximenes, guitarrista e gerente dos The Kraken, mostrou-se orgulhoso por esta oportunidade, porque, apesar de viver num país em desenvolvimento, com poucos recursos, “é importante competir no mundo internacional”.

“Esta competição não foi fácil. Foi com muito esforço, sacrifício e sobretudo dedicação, porque não somos um país desenvolvido. Os nossos artistas, por norma, apenas estão preparados para fazer arranjos musicais ou shows”, explica.

Para o guitarrista, é um privilégio ser selecionado neste concurso para incorporar a cultura e arte timorense no mundo. Ximenes também destacou a importância dos projetos e formações oferecidas pelo Camões I.P., porque são uma forma de as pessoas poderem compreender o meio artístico e cultural e de terem acesso às informações através das plataformas digitais.

O músico da banda timorense vencedora deixa um apelo aos jovens – “Não esperem que a oportunidade vos bata à porta. Vocês são os protagonistas dos vossos sonhos. É importante estudar, investigar, frequentar cursos e estar atualizado em todos os contextos”.

As bandas selecionadas passam a ser agenciadas nacional e internacionalmente pela Marimba Booking/Soundsgood até 2026, integrando assim uma estrutura que pretende promover criadores dos Países Africanos de Lingua Oficial Portuguesa e Timor-Leste (PALOP-TL).

O Marimba é desenvolvido pelo PROCULTURA, um projeto financiado pela União Europeia (EU) e cofinanciado e gerido pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (CICL). O projeto Marimba dispõe de um orçamento de perto de um milhão de euros (1,05 milhões de dólares americanos), com o objetivo de valorizar a produção musical em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste, com impacto na restante comunidade PALOP-TL.

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