Feira do Tais: Há cada vez mais timorenses interessados em comprar produtos locais

Mario da Costa - Economia
Reportajen : Joana Silva
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Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, em inglês) reconheceu Tais como Património Cultural – Foto: Joana Silva

Díli (timorpost.com) – Os grupos de mulheres criativas têm exposto e vendido, desde 20 de dezembro de 2022, os seus produtos locais, como o Tais, artesanato e acessórios tradicionais à frente do Palácio do Governo. A feira, que vai findar no próximo dia 20 de janeiro, foi criada pelo Ministério do Turismo, Comércio e Indústria para celebrar o Natal e o Ano Novo.

Na berma da estrada, vêem-se, pelo menos, seis barracas, onde se encontram bancas, nas quais estão expostos pastas, brincos e coroas de Tais, bem como cestas de folhas de palmeira, algumas penduradas nas cordas atadas em cada poste da tenda. Os artigos custam entre 50 centavos e 200 dólares americanos.

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A representante do grupo Feto Buka Rasik – nome em tétum, que significa mulher independente – de Bobonaro, Joaninha dos Santos, contou que, no início da feira, houve muitos visitantes, tanto estrangeiros como timorenses.

“Antes do Natal, havia muitos estrangeiros que compravam os nossos produtos. Agora estamos com menos visitantes”, disse Joaninha.

Já Olívia Serão, coordenadora do coletivo de Lisa-Telu, de Liquiçá, defendeu que “há cada vez maior número de timorenses que têm interesse por acessórios tradicionais”.

“A maioria dos nossos jovens que visitaram este local gosta de comprar bolsas para telemóvel, carteiras e estojos. Fico muito contente, porque as novas gerações valorizam os símbolos tradicionais. Os preços dos artigos não ultrapassam os três dólares. A feira ajuda-nos muito”, relatou com orgulho.

Criação de obra

O Feto Buka Rasik nasceu em 2009. Tem 17 membros e tem como missões produzir e preservar o pano típico timorense. “Tecemos os Tais e exibimo-los em grandes eventos do país”, afirmou Joaninha dos Santos.

Já o Lisa-Telu transforma o Tais em acessórios e roupas, comprando o tecido a outros grupos.

Faz parte das atividades principais do grupo, entre outras, a produção dos cestos a partir de folhas de palmeira secas em diferentes modelos e tamanhos.

“Com as folhas secas de palmeira, produzimos as caixinhas que servem para guardar os guardanapos, fruta para a sobremesa, entre outras coisas, além de pastas e leques”, explicou a coordenadora do Lisa-Telu.

Recorde-se que o Tais, Património Cultural e Imaterial da Humanidade, desempenha um dos papéis simbólicos da identidade timorense.

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