Condutores ameaçam boicotar rede de transportes públicos se Governo não reduzir preço dos combustíveis

Germenino Ximenes - Economia
Reportajen : Constantino Savio
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Motoristas pedem ao Governo para reduzir o preço da gasolina e aos passageiros para pagarem de acordo com a tarifa. Foto: página oficial do Conselho da Juventude de Timor-Leste (CJTL)

Díli (timorpost.com) – A subida de preço dos combustíveis – de 1,10  para 1,33 dólares –  já levou os condutores das microletes 03, 011, 012 e 013, que circulam nas zonas de Tasi-Tolu, Manleuana e Bidau a pararem de circular nos primeiros três dias desta semana. Se os motoristas das restantes microletes tomarem a mesma decisão de protesto, os passageiros arriscam-se a ficar sem transportes públicos para se deslocarem na capital.

Erasmo Mendonça, condutor da microlete 013 da linha de Manleuana, disse esta quarta-feira (04.10) que os motoristas vão boicotar os transportes se o Governo não reduzir a taxa sobre os combustíveis.

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O motorista espera que o Governo reaja à paralização, uma vez que afeta a movimentação das pessoas para os seus compromissos, principalmente dos estudantes. Por outro lado, parar de trabalhar significa não conseguir pagar as contas e a economia familiar fica comprometida. “Se não há gasolina, não há circulação de passageiros. Isto é um problema nacional. É urgente que o Governo dê atenção a este assunto”, realça.

Segundo informação a que o Timor Post teve acesso, o preço normal por viagem de microlete para estudantes é de 15 ou 20 centavos, enquanto que para os restantes cidadãos é de 25 centavos.

Adriano Souza Martins, motorista da 010, linha de Tasi-Tolu, explica que o objetivo desta paragem é forçar a baixa de preços de combustivel e obrigar os passageiros a pagarem as viagens de acordo com a tarifa, o que muitas vezes não acontece e penaliza os motoristas do transporte público mais usado na capital.

“Pedimos ao Governo para reduzir o preço dos combustíveis e aplicar regras sobre as tarifas, porque muitas pessoas tentam manipular os condutores no pagamento. Às vezes, alguns passageiros, que já não são estudantes, dizem que são alunos de uma escola, para pagarem menos”, explica Adriano Souza.

Por outro lado, a passageira Saturnina Boavida Sarmento, estudante da Universidade Nacional de Timor Lorosae (UNTL), vive em Tasi-Tolu e mostra-se insatisfeita, porque o problema está a afetar o seu dia-a-dia e de muitos estudantes. Nestes dias houve condutores que deixaram os estudantes a meio do caminho, quando estes precisavam de ir para a faculdade.

“Hoje de manhã, às 6h, esperei, com os meus colegas, por uma microlete em Tasi-Tolu. Fomos cedo para não nos atrasarmos para a aula. Quase não havia microletes a trabalhar. Esperámos até às 9h para encontrar uma microlete 010, mas não nos levou até ao nosso destino, o motorista obrigou-nos a sair para se juntar à greve, com os outros condutores”, conta Saturnina Boavida.

A jovem estudante garante que pagou sempre 25 centavos e deixa o apelo: “peço aos cidadãos para pagarem segundo a tarifa e espero que todos os passageiros e condutores compreendam esta situação, para que tudo volte ao normal e os nossos compromissos não sejam prejudicados”, concluiu.

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