Vendedoras de obralan lamentam baixa nas vendas de roupa em segunda-mão

Mario da Costa - Economia
Reportajen : Joana Silva
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Roupa em segunda-mão

Díli (timorpost.com) – Em Timor-Leste, na preparação das celebrações do Natal e Ano Novo, é habitual as pessoas comprarem roupas novas para usar durante as missas desta época festiva. Porém, as vendedoras de Obralan (OB) de Kaikoli mostraram-se preocupadas, ontem (16/12), com o fraco rendimento das vendas de roupa.

Obralan são mercados de roupas usadas, importadas de outros países desenvolvidos. As roupas, umas em bom estado, outras nem tanto, acabam por ser vendidas a um preço reduzido, o que leva a uma grande procura, tanto da população local, como de estrangeiros que residem em Timor.

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“Se não me engano, em 2017, na véspera de natal, muitas e muitas pessoas compravam roupas. Naquela altura, um vestido podia custar 12 dólares americanos. Agora, apenas 6 dólares, mas nem assim os clientes compram”, contou Vitória Guterres, comerciante no OB de Kaikoli. A vendedora disse que, nos últimos dois anos, tem tido cada vez menos pessoas a comparar os seus produtos.

Úrsula Soares, de Viqueque, observou que, atualmente, existem muitas pessoas a vender OB, então é difícil obter retorno. A comerciante mostrou-se preocupada com os altos e baixos das vendas no mercado.

“Depende da sorte. Um dia podemos ganhar 25 dólares. Noutros dias, desde manhã cedo, em que começamos a colocar as roupas nas bancas, até à tarde, não recebemos nem um centavo”, contou Úrsula Soares, que trabalha no OB de Kaikoli há dois meses.

Sugestão de Vitória Guterres

No ponto de vista de Vitória, a mudança nos hábitos de consumo, nomeadamente na compra e venda de roupa em segunda mão, deve-se ao aumento da importação. Há mais roupa a ser vendida. Há mais armazéns no centro de Díli. Então, as pessoas perdem o interesse, porque há muita oferta.

A dona de um dos muitos OB de Díli deixa algumas recomendações para o Governo. Vitória Guterres sente que as dificuldades na venda de roupa em segunda mão são apenas um exemplo da falta de controlo por parte dos governantes.

Para melhorar o Estado, sugere, “queremos que as elites trabalhem de mãos dadas. É importante que estejam próximas do povo, para fortalecermos o país e para que nós, povo, sintamos o verdadeiro sabor da independência”.

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