Jurista concorda com introdução do tétum no currículo do CFJJ

Germenino Ximenes - Justiça
Reportajen : Beatriz Belo
Editor : Germenino Soares
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Jurista Sérgio Dias Quintas.

Díli (timorpost.com) – O jurista Sérgio Dias Quintas disse concordar com o Ministério da Justiça (MJ) que planeia introduzir o tétum no currículo do Centro da Formação Jurídica e Judiciária(CFJJ).

“Temos de promover a nossa língua. Continuamos fortemente a depender da língua estrangeira que constitui um obstáculo para os timorenses, poisdenotam dificuldades na compreensão de conteúdos jurídicos”, disse o jurista aos jornalistas, esta quarta-feira (15/11), no Tribunal Judicial da Primeira Instância de Díli (TJPID).

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Segundo Sérgio Dias Quintas, o uso da língua tétum na formação contribuirá para a melhoria na aquisição de conhecimentos por parte dos futuros juízes, advogados e defensores públicos, acabando com as dificuldades habitualmente sentidas aquando da interpretação de termos jurídicos escritos em português.

“Muitos dos licenciados na área de direito não são sequer admitidos nos testes para ingressarem no CFJJ em virtude das dificuldades sentidas no uso do português”, realçou.

“O uso do tétum na formação jurídica é importante, uma vez que é uma das línguas oficiais de Timor-Leste a par do português”, adiantou.

Recorde-se que o Ministério da Justiça (MJ) pretende que o Centro de Formação Jurídica e Judiciária (CFJJ) introduza o tétum nos diferentes cursos disponíveis em vez do português, pelo que planeia avançar com mudanças no currículo.

O motivo, segundo o Vice-Ministro para o Fortalecimento Institucional, Paulo Manuel da Silva Remédios, prende-se com o facto de os formandos terem um melhor domínio do tétum do que o da língua portuguesa, facto que “facilitará a compreensão dos termos jurídicos”.

“Queremos facilitar a aprendizagem dos timorenses, sobretudo aqueles que estão a preparar-se para se formarem como juízes, defensores e procuradores”, disse o governante na passada quinta-feira (09/11).

Paulo Remédios reforçou que a adoção do português no currículo do CFJJ prejudica os formandos que não possuem um bom domínio do idioma, acabando por ter repercussões na sua vida profissional.

 “[Quando forem juízes] não vão poder decidir sentenças, por apresentarem lacunas graves na utilização da Língua Portuguesa”, concluiu.

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