Ramos Horta: Eclipse solar teve impacto positivo em Timor-Leste

Reportajen : Beatriz Belo
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DÍLI – O Presidente da República, José Ramos Horta, afirmou que o fenómeno astronómico eclipse solar, que ocorreu na quinta-feira passada, teve um impacto positivo em Timor-Leste, uma vez que atraiu cientistas e milhares de turistas estrangeiros.

“É a primeira vez, em 20 anos, que cinco mil turistas de vários países visitam o nosso país, incluindo alguns cientistas que fazem parte da Associação de Astrónomos da ASEAN. A sua presença teve um impacto positivo, porque colocaram Timor-Leste no mapa”, revelou Ramos Horta aos jornalistas, na quinta-feira (20/04), após o eclipse, no Palácio Presidencial, em Aitarak-Laran, Díli.

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O Chefe de Estado timorense salientou ainda que vai pedir ao Governo para construir um monumento em cada sítio turístico onde foi observado o eclipse solar híbrido, em Com, no Município de Lautém e Beaço no Município de Viqueque.

“Para contar a história às novas gerações, que em Com e Beaço se viu o eclipse solar total, ficou tudo escuro”, referiu.

Segundo Ramos Horta, em Díli o fenómeno foi visível 97%, pelo que o líder não quis olhar para o sol.

“Tive medo de estragar os meus olhos. Por isso, durante o eclipse, fiquei em casa”, contou o ex-diplomata timorense.

Referiu que os cientistas disseram que é muito perigoso. As pessoas podem ficar cegas se olharem diretamente para o sol quando ocorre o eclipse.

AJAR considera “lenta” investigação da alegada cobrança ilegal no HNGV e pede extinção da CAC

Jornalista: Beatriz Belo

Díli – O Diretor-Executivo da Asia Justice and Rights (AJAR) considera “lenta” a investigação da alegada cobrança ilegal praticada pela médica do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV). Pediu ainda a extinção da Comissão Anti-Corrupção por considerar que a instituição não tem plena competência para dar continuidade a um processo judicial.

“A demora na investigação daquela cobrança ilegal no HNGV não vai dar lições aos cidadãos. As pessoas não vão ter medo de cometer irregularidades, pois não há rigor no trabalho judicial, confirmando ainda a fraqueza timorense na luta contra a corrupção. As investigações devem ser aceleradas”, sublinhou o diretor ao Timor Post, no domingo (23/04).

Para José Luís, devia haver uma investigação “bem detalhada a este tipo de crime”. Caso contrário, “os corruptores podem continuar a praticar livremente os atos ilícitos, pois não estão sujeitos a qualquer investigação ou pressão. Isto é mau e perigoso para o país”.

“Temos de ser rigorosos em relação aos crimes de corrupção. No entanto, acontece que, no nosso país, o combate a corrupção é ainda fraco, resultante da falta de recursos humanos no Ministério Público (MP). Por isso, para mim, seria melhor extinguir a Comissão Anti-Corrupção (CAC), fortificando o MP de modo a garantir a celeridade dos processos de investigação e o direito das vítimas”, defendeu.

Para a AJAR, a criação da CAC “é apenas uma estratégia do Parlamento Nacional para protelar os processos judiciais, tornando ainda as coisas mais complicadas, dada a limitação da competência da CAC em iniciar ou continuar uma investigação, sem a autorização do Ministério Público, o que pode retardar ou arquivar o processo”.

“A CAC só promove a impunidade da corrupção. Então, é melhor a sua extinção e os funcionários podem ser transferidos para o MP”, sugeriu.

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